Eu não sou um escritor. Muito menos quero me pagar
de Cult revoltadinho que fala mal de tudo. Acredito ainda no futuro, acredito
na humanidade, e acredito que exista alguma coisa que se salva em toda a
futilidade, consumismo e podridão em que a humanidade se transformou.
Infelizmente todo
inicio de ano temos que enfrentar coisas muito deprimentes, contas acumuladas de
natal, parentada que às vezes nos irritam, carnaval e novamente mais uma edição
de big brother na televisão.
Quero me adentrar
nesse ultimo tópico, e você pode vim me dizer que se não estou satisfeito é só
não assistir, desligar a televisão, ler um bom livro e sei La mais o que. Quem dera
fosse tão fácil assim! O problema não está na televisão, o real problema esta
nas ruas, no trabalho, no povo. Parece que o Brasil todo está voltado para um único
objetivo, mesmo que esse objetivo não seja tão visível assim aos olhos desse
publico. Os olhos dessas pessoas estão voltadas para uma casa ou pessoas estão lá
para beber, festar, dormir, brigar e trair. Enquanto dentro da casa os brothers
fazem isso, fora de lá o povo comenta suas façanhas, sites de noticias divulgam
o quanto tal fulano bebeu e em quem siclano deu uns amassos, não podemos ler um
único jornal, seja ele impresso, televisivo ou online, sem saber qual a
formação do ultimo paredão.
O que me entristece
em tudo isso é o domínio que as pessoas têm sobre o assunto, parecem que
cursaram uma faculdade especializada em Big Brother, falam com orgulho. E no
final de mais uma edição temos mais uma penca de ex bbb, que enchem os sites de
fofocas com a última balada em que ele (a) arrasou como DJs, uma penca que
somado a todas as edições do reality supera a de muitos profissionais com
ensino superior atuante no Brasil, como por exemplo, os formados e atuantes em
arqueologia.
Isso que eu nem
vou comentar sobre o maior estupro consentido do Brasil, que foi encoberto pela
mídia e aplaudido pelo povo.


Nenhum comentário:
Postar um comentário